sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Professor Perfeito

Deixemos as coisas claras: aqui, “perfeito” não quer dizer “sem defeito”, mas, acima de tudo, “o que também é possível”. Falemos então de “O melhor ensino possível”. Começo com uma das minhas citações preferidas sobre o tema:
“O professor mediocre fala. O bom professor explica. O professor mais competente demonstra. O grande professor inspira.” – William Arthur Ward
E há outra citação que, a meu ver, completa esta primeira:
“Educação não é encher um balde, mas ascender um fogo” – William Butler Yeats
A lembrança mais importante é a de que “a melhor maneira de ensinar é a de proporcionar aos alunos o gosto de aprender. ”Uma vez que isso acontece, a única coisa necessária é alimentar o fogo.” Uma vez estabelecido o princípio, vamos ao como.
Há três qualidades que permitem que o professor inspire os alunos: a amabilidade, a credibilidade e a erudição (erudição aqui rima com “conhecimentos gerais” e “saberia”). A amabilidade depende da capacidade que o ensinante tem de simpatizar-se com os alunos. Já me disseram que a aprendizagem em parte acontece por causa do desejo de agradar aquele que nos ensina. A credibilidade engloba de tudo um pouco: capacidade de gerir os tempos de aula, capacidade de manter certa ordem na classe, profissionalismo etc. Um professor sem cara de professor não inspira nem autoridade, nem respeito. Finalmente, falemos da erudição. Ela transparece nos conhecimentos que o professor revela nos seguintes planos: na matéria ensinada (evidentemente), nos métodos de ensino (tanto os velhos quanto os novos), na percepção da realidade daqueles que ensina, na atualidade, etc.
Um professor que possui cada uma destas qualidades e que procura melhorá-las no seu ofício é um ensinante perfeito.

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