O aprender com compreensão é um processo pessoal, que acontece dentro da cabeça de cada um. Esse processo exige que o aprendiz pense por si próprio.
Assim, para a Psicologia Cognitiva, simplesmente receber informações de um professor não é suficiente para que o aluno aprenda com compreensão, porque, nesse caso, o aluno fica passivo, não pensa com a própria cabeça.
A Psicologia estudou também quais objetos ou atividades ajudam na aprendizagem. Ela tem mostrado que o pensamento e o aprendizado da criança desenvolvem-se ligados à observação e investigação do mundo. Quanto mais a criança explora as coisas do mundo, mais ela é capaz de relacionar fatos e idéias, tirar conclusões, ou seja, mais ela é capaz de pensar e compreender.
Sabe-se que os princípios psicopedagógicos que estimulam as crianças a aprender, estão interrelacionados e são interdependentes, sendo eles a auto-estima, motivação, aprendizagem e disciplina.
No campo afetivo, devemos ajudar os alunos a criar sentimentos positivos em relação a si mesma. Quando o aluno se sente útil e seguro, o processo de aprendizagem escolar estará garantido. Sendo assim, a afetividade e atenção dos pais é muito importante.
No campo cognitivo, devemos enriquecer e ampliar o vocabulário do estudante. O aprendizado de novas palavras tem como objetivo possibilitar a obtenção de melhores resultados na escola e ajudar o aluno a ordenar o pensamento em função do mundo em que vive.
Deve-se ainda, valorizar o desenvolvimento do raciocínio lógico - matemático, da psicomotricidade, e do aspecto sócio-emocional contribuindo adequadamente para que o aluno seja ajudada amplamente, onde todas as partes do desenvolvimento são atendidas no momento certo.
O ser humano aprende o tempo todo, e as crianças também, mas não necessariamente aquilo que os pais tentam ensinar-lhes de forma intencional.
O processo ensino-aprendizagem nem sempre é direto, nem tudo que se ensina, se aprende, e às vezes aprendem-se coisas que não se pretendem ensinar.
E nada mais enriquecedor do que propor atividades criativas e desafiadoras que podem acontecer em qualquer lugar, até mesmo na areia da praia.
O lúdico através de jogos, brincadeiras, músicas, e dramatizações é muito motivador, devendo acontecer em casa e na escola, em especial na sala de aula, onde a aprendizagem vira ofício do brincar e a vida escolar um enorme prazer.
É necessário identificar quais atividades são relevantes para modificar o comportamento da criança e despertar o seu interesse, pois montar um quebra-cabeça pode ser gratificante para uma criança, mas pode ser um castigo para outra; o que revela o caráter subjetivo do reforço.
Aprende-se também por meio da observação, por modelos e ações dos outros. A aprendizagem por observação explica também certas tendências agressivas das crianças, os impulsos consumistas induzidos pela publicidade e determinadas condutas consideradas anti-sociais, entre outras manifestações de comportamento.
É por meio da Experiência, da Observação e da Exploração de seu ambiente, que a criança constrói seu conhecimento, modifica situações, reestrutura seus esquemas de pensamento, interpreta e busca soluções para fatos novos o que favorece e muito, o desenvolvimento intelectual da criança, principalmente, na fase pré-escolar.
Sabe-se que as crianças pensam de maneira diferente dos adultos, que cada criança pensa diferentemente de outra e que o pensamento evolui, passa por estágios e em cada estágio, a criança tem uma maneira especial de compreender e explicar as coisas do mundo.
" Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres. Se voltarem é porque as conquistei Se não voltarem é porque nunca as tive . "
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Alfabetização/ Letramento
Letramento é uma tradução para o português da palavra inglesa “literacy” que pode ser traduzida como a condição de ser letrado. Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; letrado é aquele que sabe ler e escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da escrita. Alfabetizar letrando, é ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, assim o educando deve ser alfabetizado e letrado. A linguagem é um fenômeno social, estruturada de forma ativa e grupal do ponto de vista cultural e social. A palavra letramento é utilizada no processo de inserção numa cultura letrada.
O conhecimento das letras é apenas um meio para o letramento, que é o uso social da leitura e da escrita. Para formar cidadãos atuantes e interacionistas, é preciso conhecer a importância da informação sobre letramento e não de alfabetização. Letrar significa colocar o aluno no mundo letrado, trabalhando com os distintos usos de escrita na sociedade. Essa inclusão começa muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social. O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento alcançado de maneira informal absorvido no cotidiano. Ao conhecer a importância do letramento, deixamos de exercitar o aprendizado automático e repetitivo, baseado na descontextualização.
Na escola o aluno deve interagir firmemente com o caráter social da escrita e ler e escrever textos significativos. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de individuos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade. “Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do desenvolvimento do comércio, da diversificação dos meios de produção e da complexidade crescente da agricultura. Ao mesmo tempo, dentro de uma visão dialética, torna-se uma causa de transformações históricas profundas, como o aparecimento da máquina a vapor, da imprensa, do telescópio, e da sociedade industrial como um todo”.
A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas. Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama. Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser.
O conhecimento das letras é apenas um meio para o letramento, que é o uso social da leitura e da escrita. Para formar cidadãos atuantes e interacionistas, é preciso conhecer a importância da informação sobre letramento e não de alfabetização. Letrar significa colocar o aluno no mundo letrado, trabalhando com os distintos usos de escrita na sociedade. Essa inclusão começa muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social. O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento alcançado de maneira informal absorvido no cotidiano. Ao conhecer a importância do letramento, deixamos de exercitar o aprendizado automático e repetitivo, baseado na descontextualização.
Na escola o aluno deve interagir firmemente com o caráter social da escrita e ler e escrever textos significativos. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita pelo indivíduo ou grupos de individuos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade. “Em termos sociais mais amplos, o letramento é apontado como sendo produto do desenvolvimento do comércio, da diversificação dos meios de produção e da complexidade crescente da agricultura. Ao mesmo tempo, dentro de uma visão dialética, torna-se uma causa de transformações históricas profundas, como o aparecimento da máquina a vapor, da imprensa, do telescópio, e da sociedade industrial como um todo”.
A alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita, como desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes de caráter prático em relação a esse aprendizado; entendendo que a alfabetização e letramento, devem ter tratamento metodológico diferente e com isso alcançar o sucesso no ensino aprendizagem da língua escrita, falada e contextualizada nas nossas escolas. Letramento é informar-se através da leitura, é buscar notícias e lazer nos jornais, é interagir selecionando o que desperta interesse, divertindo-se com as histórias em quadrinhos, seguir receita de bolo, a lista de compras de casa, fazer comunicação através do recado, do bilhete, do telegrama. Letramento é ler histórias com o livro nas mãos, é emocionar-se com as histórias lidas, e fazer, dos personagens, os melhores amigos. Letramento é descobrir a si mesmo pela leitura e pela escrita, é entender quem a gente é e descobrir quem podemos ser.
O Professor Perfeito
Deixemos as coisas claras: aqui, “perfeito” não quer dizer “sem defeito”, mas, acima de tudo, “o que também é possível”. Falemos então de “O melhor ensino possível”. Começo com uma das minhas citações preferidas sobre o tema:
“O professor mediocre fala. O bom professor explica. O professor mais competente demonstra. O grande professor inspira.” – William Arthur Ward
E há outra citação que, a meu ver, completa esta primeira:
“Educação não é encher um balde, mas ascender um fogo” – William Butler Yeats
A lembrança mais importante é a de que “a melhor maneira de ensinar é a de proporcionar aos alunos o gosto de aprender. ”Uma vez que isso acontece, a única coisa necessária é alimentar o fogo.” Uma vez estabelecido o princípio, vamos ao como.
Há três qualidades que permitem que o professor inspire os alunos: a amabilidade, a credibilidade e a erudição (erudição aqui rima com “conhecimentos gerais” e “saberia”). A amabilidade depende da capacidade que o ensinante tem de simpatizar-se com os alunos. Já me disseram que a aprendizagem em parte acontece por causa do desejo de agradar aquele que nos ensina. A credibilidade engloba de tudo um pouco: capacidade de gerir os tempos de aula, capacidade de manter certa ordem na classe, profissionalismo etc. Um professor sem cara de professor não inspira nem autoridade, nem respeito. Finalmente, falemos da erudição. Ela transparece nos conhecimentos que o professor revela nos seguintes planos: na matéria ensinada (evidentemente), nos métodos de ensino (tanto os velhos quanto os novos), na percepção da realidade daqueles que ensina, na atualidade, etc.
Um professor que possui cada uma destas qualidades e que procura melhorá-las no seu ofício é um ensinante perfeito.
“O professor mediocre fala. O bom professor explica. O professor mais competente demonstra. O grande professor inspira.” – William Arthur Ward
E há outra citação que, a meu ver, completa esta primeira:
“Educação não é encher um balde, mas ascender um fogo” – William Butler Yeats
A lembrança mais importante é a de que “a melhor maneira de ensinar é a de proporcionar aos alunos o gosto de aprender. ”Uma vez que isso acontece, a única coisa necessária é alimentar o fogo.” Uma vez estabelecido o princípio, vamos ao como.
Há três qualidades que permitem que o professor inspire os alunos: a amabilidade, a credibilidade e a erudição (erudição aqui rima com “conhecimentos gerais” e “saberia”). A amabilidade depende da capacidade que o ensinante tem de simpatizar-se com os alunos. Já me disseram que a aprendizagem em parte acontece por causa do desejo de agradar aquele que nos ensina. A credibilidade engloba de tudo um pouco: capacidade de gerir os tempos de aula, capacidade de manter certa ordem na classe, profissionalismo etc. Um professor sem cara de professor não inspira nem autoridade, nem respeito. Finalmente, falemos da erudição. Ela transparece nos conhecimentos que o professor revela nos seguintes planos: na matéria ensinada (evidentemente), nos métodos de ensino (tanto os velhos quanto os novos), na percepção da realidade daqueles que ensina, na atualidade, etc.
Um professor que possui cada uma destas qualidades e que procura melhorá-las no seu ofício é um ensinante perfeito.
Como motivar seu aluno em sala de aula?
Aluno desmotivado não aprende, e se não aprende começa a tentar desviar a atenção dos outros. Em pouco tempo você já tem vários alunos com problemas. Tente motivar seus alunos com aulas mais atraentes e diversificadas.
Leve músicas, violão, vídeos, jogos, torne a aula mais dinâmica e faça com que eles participem mais, tomando uma parte da responsabilidade do andamento das coisas em suas mãos.
Antes de começar uma matéria nova, dê uma introdução e peça a eles que pesquisem sobre o assunto, na aula seguinte faça perguntas e através delas construa sua aula.
Em vez de escrever as coisas na lousa, leve cartazes coloridos e com desenhos ou figuras, além de ficar mais interessante para eles, você poderá usá-los de novo com outras turmas, além de poupar o tempo que você gasta enchendo a lousa.
Em vez de praticar a matéria com folhas de testes para preencher, faça um jogo ou brincadeiras, há várias sujestões no blog Coelho da Cartola, que você pode usar da forma que estão, adaptar ou simplesmente usar como inspiração para criar as suas.
Dê tarefas criativas, nas quais o aluno coloque em prática aquilo que aprendeu, como entrevistas com membros da família e amigos, desenhos e gráficos. Dê trabalhos em grupo na classe e fora dela para promover a interação dos membros da classe, tornando o ambiente amigável e cooperativo.
Faça as coisas de maneiras diferentes, surpreenda seu aluno, para que ele nunca saiba como será sua aula.
Leve músicas, violão, vídeos, jogos, torne a aula mais dinâmica e faça com que eles participem mais, tomando uma parte da responsabilidade do andamento das coisas em suas mãos.
Antes de começar uma matéria nova, dê uma introdução e peça a eles que pesquisem sobre o assunto, na aula seguinte faça perguntas e através delas construa sua aula.
Em vez de escrever as coisas na lousa, leve cartazes coloridos e com desenhos ou figuras, além de ficar mais interessante para eles, você poderá usá-los de novo com outras turmas, além de poupar o tempo que você gasta enchendo a lousa.
Em vez de praticar a matéria com folhas de testes para preencher, faça um jogo ou brincadeiras, há várias sujestões no blog Coelho da Cartola, que você pode usar da forma que estão, adaptar ou simplesmente usar como inspiração para criar as suas.
Dê tarefas criativas, nas quais o aluno coloque em prática aquilo que aprendeu, como entrevistas com membros da família e amigos, desenhos e gráficos. Dê trabalhos em grupo na classe e fora dela para promover a interação dos membros da classe, tornando o ambiente amigável e cooperativo.
Faça as coisas de maneiras diferentes, surpreenda seu aluno, para que ele nunca saiba como será sua aula.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM, QUESTÃO PSICOPEDAGÓGICA?
Resumo:
Este artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre aspectos relativos às dificuldades de aprendizagem, bem como a importância da Psicopedagogia em estabelecer diretrizes para a resolução dessas dificuldades e a responsabilidade do educador em proporcionar o bom desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Dificuldades de aprendizagem, Educação, Pedagogia, Psicopedagogia.
Durante muito tempo, a criança com dificuldades de aprendizagem, era encaminhada a um especialista para confirmar sua “normalidade”. Conforme fosse o resultado desse diagnóstico, a criança era encaminhada para classes ou escolas especiais que ofereciam um ensino diferenciado, contudo todo esse processo de deslocamento conseqüentemente também vinha de encontro com um processo de desmotivação por parte da criança, tendo em vista ser necessário um novo processo de adaptação a uma nova estrutura educacional, a novas relações humanas com os colegas, enfim, a todo um retrocesso do intuito de sanar a dificuldades apresentadas pelo aluno.
Quando professores e educadores têm uma reflexão psicopedagógica é mais fácil analisar o porquê do seu aluno não aprender e quais os fatores que levam o aluno a ter dificuldades no processo de aprendizagem. Muitas das vezes os mesmos tendem a procurar um culpado para isso tudo, e o maior crucificado é o meio familiar em que o aluno vive por sua postura e comportamento. Sempre há uma desculpa dos fatores que levam o aluno a ter dificuldades. Preguiça, lentidão ou apenas falta de atenção ou de interesse são algumas delas, que muitas das vezes são usadas pelos educadores como forma de tirar de suas costas a responsabilidade, no entanto, essas desculpas tendem a contribuir para o agravamento dessas dificuldades, deixando o aluno cada vez mais desmotivado a apreender.
Não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. (FREIRE, 1993).
Essa necessidade da existência de quem ensina e de quem aprende é fator importantíssimo no processo educacional, pois é através dessa consciência que ambos, educador e aluno constroem vínculos indispensáveis para a aprendizagem.
É inegável que o processo ensino-aprendizagem é um processo construído sociointeracionalmente, entre ensinante-aprendente-meio, a fim de que todos os componentes possam desfrutar do processo cognitivo, que é o processo de aprendizagem.
A interação entre o mestre e o estudante é essencial para a aprendizagem, e o mestre consegue essa sintonia, levando em consideração o conhecimento das crianças, fruto de seu meio. (FREINET, 2002).
Muitos dos problemas enfrentados na escola, entre eles a indisciplina e a dislexia provêm de várias situações sócioafetivas não resolvidas no decorrer dos anos. É uma série de sentimentos que vivenciam no meio e que se refletem na aprendizagem, às vezes, positivamente e, às vezes, negativamente.
A dificuldade de aprendizagem é um tema que deve ser estudado levando-se em conta todas as esferas em que o indivíduo participa (família, escola, sociedade, etc...) Sabe-se que nunca há uma causa única para o fracasso escolar e que também um aluno com dificuldade de aprendizagem não é um aluno que tem deficiência mental ou distúrbios relativos, na verdade, existem aspectos fundamentais que precisam ser trabalhados para obter-se um melhor rendimento em todos os níveis de aprendizagem e conhecimento. Quando falamos de aprendizagem e conhecimento não estamos nos referindo somente a conteúdos disciplinares, mas também a conhecimento e desenvolvimento vital que são tão importantes quanto.
A aprendizagem está diretamente relacionada à conduta. É aprendendo que reformulamos nossa maneira de atuar no mundo e sobre ele. (SOARES, 2003).
O educador enquanto mediador do processo ensino-aprendizagem, bem como protagonista na resolução e estudo das dificuldades de aprendizagem deve obter orientações específicas para que desenvolva um trabalho consciente e que promova o sucesso de todos os envolvidos no processo.
Dizer que a escola não oferece condições satisfatórias para o desenvolvimento de um trabalho que atenda as necessidades e dificuldades de cada aluno é, com certeza, revelar-se acomodado, pois para que aconteça a superação das dificuldades no ensino é necessário um ingrediente especial que é a CONDIÇÃO HUMANA; sendo os subsídios materiais apenas recursos dispensáveis. A escola é sim um espaço privilegiado para o bom desenvolvimento da aprendizagem, pois através dela o aluno pode ter um convívio direto com novas perspectivas de conhecimentos e diferentes contatos com indivíduos ímpares.
Quanto a nós, embora possamos considerar um conjunto de fatores, como o são a motivação e auto-estima do aluno e o envolvimento dos pais, entre outros, será a qualidade do ensino ministrado que fará a diferença. A paciência, o apoio e o encorajamento prestado pelo professor serão com certeza os impulsionadores do sucesso escolar do aluno, abrindo-lhe novas perspectivas para o futuro. (CORREIA, 2005)
Vivemos num momento em que o acorde para as necessidades do aluno vem à tona. Surge no espaço pedagógico a reflexão de que a escola não pode ser apenas transmissora de conteúdos e conhecimentos, muito mais que isso, a escola tem a tarefa primordial de “reconstruir” o papel e a figura do aluno, deixando o mesmo de ser apenas um receptor, proporcionando ao aluno que seja o criador e protagonista do seu conhecimento. Levar o aluno a pensar e buscar informações para o seu desenvolvimento educacional, cultural e pessoal é uma das tarefas primordiais e básicas da educação. Para isso se fazem necessárias medidas urgentes e precisas.
As dificuldades de aprendizagem devem ser levadas em conta, não como fracassos, mas como desafios e serem enfrentados, e ao se trabalhar essas dificuldades, trabalha-se respectivamente a dificuldades existentes na vida, dando oportunidade ao aluno de ser independente e de reconstruir-se enquanto ser humano e indivíduo.
Segundo Paulo Freire (2003), o espaço pedagógico é um texto para ser constantemente “lido”, interpretado, “escrito” e “reescrito”. Essa leitura do espaço pedagógico pressupõe também uma releitura da questão das dificuldades de aprendizagem.
Infelizmente, a aprendizagem, em algumas instituições continua seguindo o modelo tradicionalista, onde é imposta e não mediada, criando uma passividade entre aquele que sabe e impõe e aquele que obedece calado.
É necessário levar em conta também os efeitos emocionais que essas dificuldades acarretam, se faz necessário para a criança um suporte humano e apoiador para que a mesma possa se libertar do que a faz ter dificuldade.
É importantíssimo ressaltarmos toda contribuição da Psicopedagogia, promovendo uma análise mais aprofundada de tudo relativo à aprendizagem proporcionando uma reestruturação e reinterpretação do verdadeiro fator que leva às dificuldades de aprendizagem, reconhecendo-se que essas dificuldades fazem parte de um sistema bio-psico-social que envolve a criança, a família, a escola e o meio social em que vive.
Como bem define o papel da Psicopedagogia e seus interesses, o Prof. João Beauclair (2004) diz que: enquanto área de conhecimento multidisciplinar interessa a Psicopedagogia compreender como ocorre os processos de aprendizagem e entender as possíveis dificuldades situadas neste movimento.
É louvável dizer que só conseguiremos mediar as dificuldades de aprendizagem, quando lidarmos com nossos alunos de igual para igual; quando fizermos da aprendizagem um processo significativo, no qual o conhecimento a ser aprendido e apreendido faça algum sentido para o aluno não somente na sua existência educacional como também na sua vida cotidiana.
Enfim, não devemos tratar as Dificuldades de aprendizagem como se fossem problemas insolúveis, mas, antes disso, como desafios que fazem parte do próprio processo da Aprendizagem, a qual pode ser normal ou não-normal. Também parece ser consensual a necessidade imperiosa de se identificar e prevenir o mais precocemente possível as Dificuldades de aprendizagem, de preferência ainda na pré-escola.
Este artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre aspectos relativos às dificuldades de aprendizagem, bem como a importância da Psicopedagogia em estabelecer diretrizes para a resolução dessas dificuldades e a responsabilidade do educador em proporcionar o bom desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Dificuldades de aprendizagem, Educação, Pedagogia, Psicopedagogia.
Durante muito tempo, a criança com dificuldades de aprendizagem, era encaminhada a um especialista para confirmar sua “normalidade”. Conforme fosse o resultado desse diagnóstico, a criança era encaminhada para classes ou escolas especiais que ofereciam um ensino diferenciado, contudo todo esse processo de deslocamento conseqüentemente também vinha de encontro com um processo de desmotivação por parte da criança, tendo em vista ser necessário um novo processo de adaptação a uma nova estrutura educacional, a novas relações humanas com os colegas, enfim, a todo um retrocesso do intuito de sanar a dificuldades apresentadas pelo aluno.
Quando professores e educadores têm uma reflexão psicopedagógica é mais fácil analisar o porquê do seu aluno não aprender e quais os fatores que levam o aluno a ter dificuldades no processo de aprendizagem. Muitas das vezes os mesmos tendem a procurar um culpado para isso tudo, e o maior crucificado é o meio familiar em que o aluno vive por sua postura e comportamento. Sempre há uma desculpa dos fatores que levam o aluno a ter dificuldades. Preguiça, lentidão ou apenas falta de atenção ou de interesse são algumas delas, que muitas das vezes são usadas pelos educadores como forma de tirar de suas costas a responsabilidade, no entanto, essas desculpas tendem a contribuir para o agravamento dessas dificuldades, deixando o aluno cada vez mais desmotivado a apreender.
Não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. (FREIRE, 1993).
Essa necessidade da existência de quem ensina e de quem aprende é fator importantíssimo no processo educacional, pois é através dessa consciência que ambos, educador e aluno constroem vínculos indispensáveis para a aprendizagem.
É inegável que o processo ensino-aprendizagem é um processo construído sociointeracionalmente, entre ensinante-aprendente-meio, a fim de que todos os componentes possam desfrutar do processo cognitivo, que é o processo de aprendizagem.
A interação entre o mestre e o estudante é essencial para a aprendizagem, e o mestre consegue essa sintonia, levando em consideração o conhecimento das crianças, fruto de seu meio. (FREINET, 2002).
Muitos dos problemas enfrentados na escola, entre eles a indisciplina e a dislexia provêm de várias situações sócioafetivas não resolvidas no decorrer dos anos. É uma série de sentimentos que vivenciam no meio e que se refletem na aprendizagem, às vezes, positivamente e, às vezes, negativamente.
A dificuldade de aprendizagem é um tema que deve ser estudado levando-se em conta todas as esferas em que o indivíduo participa (família, escola, sociedade, etc...) Sabe-se que nunca há uma causa única para o fracasso escolar e que também um aluno com dificuldade de aprendizagem não é um aluno que tem deficiência mental ou distúrbios relativos, na verdade, existem aspectos fundamentais que precisam ser trabalhados para obter-se um melhor rendimento em todos os níveis de aprendizagem e conhecimento. Quando falamos de aprendizagem e conhecimento não estamos nos referindo somente a conteúdos disciplinares, mas também a conhecimento e desenvolvimento vital que são tão importantes quanto.
A aprendizagem está diretamente relacionada à conduta. É aprendendo que reformulamos nossa maneira de atuar no mundo e sobre ele. (SOARES, 2003).
O educador enquanto mediador do processo ensino-aprendizagem, bem como protagonista na resolução e estudo das dificuldades de aprendizagem deve obter orientações específicas para que desenvolva um trabalho consciente e que promova o sucesso de todos os envolvidos no processo.
Dizer que a escola não oferece condições satisfatórias para o desenvolvimento de um trabalho que atenda as necessidades e dificuldades de cada aluno é, com certeza, revelar-se acomodado, pois para que aconteça a superação das dificuldades no ensino é necessário um ingrediente especial que é a CONDIÇÃO HUMANA; sendo os subsídios materiais apenas recursos dispensáveis. A escola é sim um espaço privilegiado para o bom desenvolvimento da aprendizagem, pois através dela o aluno pode ter um convívio direto com novas perspectivas de conhecimentos e diferentes contatos com indivíduos ímpares.
Quanto a nós, embora possamos considerar um conjunto de fatores, como o são a motivação e auto-estima do aluno e o envolvimento dos pais, entre outros, será a qualidade do ensino ministrado que fará a diferença. A paciência, o apoio e o encorajamento prestado pelo professor serão com certeza os impulsionadores do sucesso escolar do aluno, abrindo-lhe novas perspectivas para o futuro. (CORREIA, 2005)
Vivemos num momento em que o acorde para as necessidades do aluno vem à tona. Surge no espaço pedagógico a reflexão de que a escola não pode ser apenas transmissora de conteúdos e conhecimentos, muito mais que isso, a escola tem a tarefa primordial de “reconstruir” o papel e a figura do aluno, deixando o mesmo de ser apenas um receptor, proporcionando ao aluno que seja o criador e protagonista do seu conhecimento. Levar o aluno a pensar e buscar informações para o seu desenvolvimento educacional, cultural e pessoal é uma das tarefas primordiais e básicas da educação. Para isso se fazem necessárias medidas urgentes e precisas.
As dificuldades de aprendizagem devem ser levadas em conta, não como fracassos, mas como desafios e serem enfrentados, e ao se trabalhar essas dificuldades, trabalha-se respectivamente a dificuldades existentes na vida, dando oportunidade ao aluno de ser independente e de reconstruir-se enquanto ser humano e indivíduo.
Segundo Paulo Freire (2003), o espaço pedagógico é um texto para ser constantemente “lido”, interpretado, “escrito” e “reescrito”. Essa leitura do espaço pedagógico pressupõe também uma releitura da questão das dificuldades de aprendizagem.
Infelizmente, a aprendizagem, em algumas instituições continua seguindo o modelo tradicionalista, onde é imposta e não mediada, criando uma passividade entre aquele que sabe e impõe e aquele que obedece calado.
É necessário levar em conta também os efeitos emocionais que essas dificuldades acarretam, se faz necessário para a criança um suporte humano e apoiador para que a mesma possa se libertar do que a faz ter dificuldade.
É importantíssimo ressaltarmos toda contribuição da Psicopedagogia, promovendo uma análise mais aprofundada de tudo relativo à aprendizagem proporcionando uma reestruturação e reinterpretação do verdadeiro fator que leva às dificuldades de aprendizagem, reconhecendo-se que essas dificuldades fazem parte de um sistema bio-psico-social que envolve a criança, a família, a escola e o meio social em que vive.
Como bem define o papel da Psicopedagogia e seus interesses, o Prof. João Beauclair (2004) diz que: enquanto área de conhecimento multidisciplinar interessa a Psicopedagogia compreender como ocorre os processos de aprendizagem e entender as possíveis dificuldades situadas neste movimento.
É louvável dizer que só conseguiremos mediar as dificuldades de aprendizagem, quando lidarmos com nossos alunos de igual para igual; quando fizermos da aprendizagem um processo significativo, no qual o conhecimento a ser aprendido e apreendido faça algum sentido para o aluno não somente na sua existência educacional como também na sua vida cotidiana.
Enfim, não devemos tratar as Dificuldades de aprendizagem como se fossem problemas insolúveis, mas, antes disso, como desafios que fazem parte do próprio processo da Aprendizagem, a qual pode ser normal ou não-normal. Também parece ser consensual a necessidade imperiosa de se identificar e prevenir o mais precocemente possível as Dificuldades de aprendizagem, de preferência ainda na pré-escola.
Escola é...
''Escola é... o lugar onde se faz amigos não se trata só de prédios,salas ,quadros, programas,horários,conceitos... Escola é,sobretudo,gente, gente que trabalha,que estuda, que se alegra,se conhece,se estima. O diretor é gente,o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega,amigo,irmão. Nada de 'ilha cercada de gente por todos os lados'. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém nada de ser com o tijolo que forma a parede, indiferente,frio,só. Importante na escola não é só estudar,não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver,é se 'amarrar nela'! Ora,é lógico... numa escola assim vai ser fácil estudar,trabalhar,crescer, fazer amigos,educar-se, ser feliz.''
Paulo Freire.
Paulo Freire.
O professor e as dificuldades de aprendizagem.
Uma oportunidade de retirarmos os rótulos que, muitas vezes, colocamos nos alunos já no primeiro dia de aula. “Este aqui não passa de ano”, “desse jeito, sem um milagre, vai reprovar!” São frases comuns ouvidas na sala dos professores.
A maioria dos déficits na aprendizagem ocorre em alunos que não apresentam problemas clínicos que os impedem de aprender. Mas pense: mais do que um problema orgânico ou emocional, mais até do que a desestrutura familiar, é a desestrutura da escola e seus vícios a maior dificuldade de aprender. Já comentei neste espaço outras vezes o fato da escola ser chata e não ter meios de competir com a TV e os “games”. Mas irei focar noutro aspecto importante para uma inclusão adequada e real: a amplitude daqueles que apresentam dificuldades de acompanhamento e rendimento escolar. Quantos foram diagnosticados por especialistas, com laudo assinado e tudo? A minoria, imensa minoria. E quando se tem o diagnóstico, o que se faz para lançar mão de um processo de ensinagem coerente ao caso?
Mais um início de ano letivo. Mais uma oportunidade de retirarmos os rótulos que, muitas vezes, colocamos nos alunos já no primeiro dia de aula. “Este aqui não passa de ano”, “desse jeito, sem um milagre, vai reprovar!” São frases comuns ouvidas na sala dos professores.
A maioria dos déficits na aprendizagem ocorre em alunos que não apresentam problemas clínicos que os impedem de aprender. Mas pense: mais do que um problema orgânico ou emocional, mais até do que a desestrutura familiar, é a desestrutura da escola e seus vícios a maior dificuldade de aprender. Já comentei neste espaço outras vezes o fato da escola ser chata e não ter meios de competir com a TV e os “games”. Mas irei focar noutro aspecto importante para uma inclusão adequada e real: a amplitude daqueles que apresentam dificuldades de acompanhamento e rendimento escolar. Quantos foram diagnosticados por especialistas, com laudo assinado e tudo? A minoria, imensa minoria. E quando se tem o diagnóstico, o que se faz para lançar mão de um processo de ensinagem coerente ao caso?
É fundamental de se lembrar, neste início de ano, que até a famosa preguiça é um sintoma, não a causa da dificuldade de aprendizagem. Um sintoma que traz algo maior, que deve ser identificado e minimizado. Pois, como todo ser humano, o aluno está programado geneticamente para aprender. A aversão por assuntos da escola, a negativa de aprender ou vivenciar novos conteúdos e a indisciplina do aluno disfarçam dificuldades de aprendizagem. Problemas como a dislexia, o Déficit de Atenção ou a dispraxia são, muitas vezes, até fáceis de identificar. Difícil é entender que todo aluno que não acompanha a classe tem direito a um diagnóstico preciso e do acompanhamento pedagógico correto.
Uma equipe multidisciplinar, a partir dos relatórios da orientação educacional, diagnostica e orienta o tratamento e o acompanhamento escolar. É um direito do aluno e do professor.
Não deve existir prazer em ver um aluno reprovar de ano, mesmo que ele seja indisciplinado ou preguiçoso. Nem é “justiça” reprovar o aluno apático ou bagunceiro.
Aluno que debocha do professor ou da aula está sofrendo e não sabe. Triste é o professor levar para o lado pessoal. Pior é usar nota (este grande mal da educação) para punir. Horrível é um aluno reprovar sem se saber a causa do desinteresse, do fraco rendimento. Não há reprovação quando um programa de reestruturação do aprendizado é promovido.
A depressão infantil ou juvenil, o atraso no desenvolvimento cognitivo, alterações emocionais (bloqueios, fobias, ansiedade) podem ser a causa do baixo rendimento na escola.
Ou seja, por causa física ou emocional (ou ambas), ou por “descompromisso” com a realidade do aluno é que ocorre o fracasso na escola. Mas algo precisa ser feito, tanto no âmbito político quanto no individual: que cada especialista ou professor encaminhe a família para um especialista, peça a montagem de um programa de acompanhamento pedagógico, oriente a família ou denuncie a negligência ao Conselho Tutelar ou ao Ministério Público, se for o caso. Existem causas diferentes em cada caso de déficit na aprendizagem, mesmo com diagnóstico semelhante, cada caso tem suas particularidades.
O que deve ser obrigatório: que cada caso seja estudado, diagnosticado e acompanhado desde o primeiro dia de aula, se possível.
São comuns os relatos de jovens e adultos que abandonaram os estudos após vários fracassos na escola, eles mesmos afirmando que não são bons para o estudo, apenas para o “trabalho duro”. Muitos desses “excluídos da escola” ingressam no crime. Se na escola não o aceitam, na rua ele é aceito. Muito se fala em inclusão. Mas, como disse Penna Firme, em sua palestra: a inclusão inicia no resgate do aluno com déficit de aprendizagem e da escola de qualidade.
Escrito por Gilmar de Oliveira(JORNAL DA EDUCAÇÃO)
A maioria dos déficits na aprendizagem ocorre em alunos que não apresentam problemas clínicos que os impedem de aprender. Mas pense: mais do que um problema orgânico ou emocional, mais até do que a desestrutura familiar, é a desestrutura da escola e seus vícios a maior dificuldade de aprender. Já comentei neste espaço outras vezes o fato da escola ser chata e não ter meios de competir com a TV e os “games”. Mas irei focar noutro aspecto importante para uma inclusão adequada e real: a amplitude daqueles que apresentam dificuldades de acompanhamento e rendimento escolar. Quantos foram diagnosticados por especialistas, com laudo assinado e tudo? A minoria, imensa minoria. E quando se tem o diagnóstico, o que se faz para lançar mão de um processo de ensinagem coerente ao caso?
Mais um início de ano letivo. Mais uma oportunidade de retirarmos os rótulos que, muitas vezes, colocamos nos alunos já no primeiro dia de aula. “Este aqui não passa de ano”, “desse jeito, sem um milagre, vai reprovar!” São frases comuns ouvidas na sala dos professores.
A maioria dos déficits na aprendizagem ocorre em alunos que não apresentam problemas clínicos que os impedem de aprender. Mas pense: mais do que um problema orgânico ou emocional, mais até do que a desestrutura familiar, é a desestrutura da escola e seus vícios a maior dificuldade de aprender. Já comentei neste espaço outras vezes o fato da escola ser chata e não ter meios de competir com a TV e os “games”. Mas irei focar noutro aspecto importante para uma inclusão adequada e real: a amplitude daqueles que apresentam dificuldades de acompanhamento e rendimento escolar. Quantos foram diagnosticados por especialistas, com laudo assinado e tudo? A minoria, imensa minoria. E quando se tem o diagnóstico, o que se faz para lançar mão de um processo de ensinagem coerente ao caso?
É fundamental de se lembrar, neste início de ano, que até a famosa preguiça é um sintoma, não a causa da dificuldade de aprendizagem. Um sintoma que traz algo maior, que deve ser identificado e minimizado. Pois, como todo ser humano, o aluno está programado geneticamente para aprender. A aversão por assuntos da escola, a negativa de aprender ou vivenciar novos conteúdos e a indisciplina do aluno disfarçam dificuldades de aprendizagem. Problemas como a dislexia, o Déficit de Atenção ou a dispraxia são, muitas vezes, até fáceis de identificar. Difícil é entender que todo aluno que não acompanha a classe tem direito a um diagnóstico preciso e do acompanhamento pedagógico correto.
Uma equipe multidisciplinar, a partir dos relatórios da orientação educacional, diagnostica e orienta o tratamento e o acompanhamento escolar. É um direito do aluno e do professor.
Não deve existir prazer em ver um aluno reprovar de ano, mesmo que ele seja indisciplinado ou preguiçoso. Nem é “justiça” reprovar o aluno apático ou bagunceiro.
Aluno que debocha do professor ou da aula está sofrendo e não sabe. Triste é o professor levar para o lado pessoal. Pior é usar nota (este grande mal da educação) para punir. Horrível é um aluno reprovar sem se saber a causa do desinteresse, do fraco rendimento. Não há reprovação quando um programa de reestruturação do aprendizado é promovido.
A depressão infantil ou juvenil, o atraso no desenvolvimento cognitivo, alterações emocionais (bloqueios, fobias, ansiedade) podem ser a causa do baixo rendimento na escola.
Ou seja, por causa física ou emocional (ou ambas), ou por “descompromisso” com a realidade do aluno é que ocorre o fracasso na escola. Mas algo precisa ser feito, tanto no âmbito político quanto no individual: que cada especialista ou professor encaminhe a família para um especialista, peça a montagem de um programa de acompanhamento pedagógico, oriente a família ou denuncie a negligência ao Conselho Tutelar ou ao Ministério Público, se for o caso. Existem causas diferentes em cada caso de déficit na aprendizagem, mesmo com diagnóstico semelhante, cada caso tem suas particularidades.
O que deve ser obrigatório: que cada caso seja estudado, diagnosticado e acompanhado desde o primeiro dia de aula, se possível.
São comuns os relatos de jovens e adultos que abandonaram os estudos após vários fracassos na escola, eles mesmos afirmando que não são bons para o estudo, apenas para o “trabalho duro”. Muitos desses “excluídos da escola” ingressam no crime. Se na escola não o aceitam, na rua ele é aceito. Muito se fala em inclusão. Mas, como disse Penna Firme, em sua palestra: a inclusão inicia no resgate do aluno com déficit de aprendizagem e da escola de qualidade.
Escrito por Gilmar de Oliveira(JORNAL DA EDUCAÇÃO)
Alunos com dificuldades de aprendizagem.
Como você já deve saber a educação atualmente é praticamente tudo, ela está se tornando cada vez mai importante a todos nos mais infelizmente não são todos os alunos que possuem facilidade em aprender as matérias ensinadas por seus professores. Aos mestres que nos ensinam desde uma simples palavra lá no inicio de nossas aprendizagens até aquelas mais difíceis como as medidas aritméticas, para eles que já estão acostumados em ensinar podem possuir uma certa facilidade mais como nenhum aluno é igual ao outro certamente não lhes é uma tarefa muito fácil de ensinar a todos, pois cada aluno tem uma maneira e um momento de aprender um contam com uma facilidade maior que outros, e esses que não conseguem aprender tais matérias facilmente também necessitam deste conhecimento para o seu futuro.Já que nós seres humanos somos diferentes em tudo de todos, no caso do aprendizado isso também se diferencia de uma pessoa para outra,por exemplo, alguns têm muita facilidade em aprender português a ler, interpretar, já outros acham mais fáceis lidar com os números ao invés das palavras, por isso se dão bem em matérias como matemática e física, enfim é isso o que diferencia uma das outras pessoas. Porém quando estes alunos que têm maior dificuldade em aprender do que outros são necessário que os professores estejam atentos a isso para que eles possam sanar as possíveis dificuldades que este aluno tenha, ou seja, eles necessitam de estratégias que possam ajudar esse aluno a entender melhor a matéria como por exemplo: colocar estes alunos sentados próximos do professor para que assim ele possa alguém para sanar as suas duvidas e até mesmo auxiliá-los no momento em que estiverem resolvendo um exercício. O professorem podem procurar Entregar atividades, as quais, os alunos têm mais dificuldades e deixá-los fazerem a mesma em casa indicando-os e induzindo-os a estudarem mais essa matéria que tenha dificuldade, o ideal é que as atividade que foram dadas para serem resolvidas em casa sejam realmente feitas em casa para vez quais são as dificuldade e trazer essas duvidas para que sejam esclarecidas sempre nos finais das aulas. Os professores devem procurar uma forma de fazer explicações bem esclarecedoras para que os alunos entendam perfeitamente o que está sendo transmitido. E segundo vários especialistas nas áreas da aprendizagem a dificuldade em não aprender está ligada a diversos fatores diferente como problemas que estejam acontecendo em casa que pode fazer com que o aluno não fique atento as aulas fazendo assim com que ele não entenda a matéria. Portanto se você quer ser um profissional capacitado no futuro é preciso que haja dedicação de sua parte porque não basta apenas o professor ter vontade de ensinar se você não deseja aprender é necessário que ambas as coisas caminhem juntos assim tudo se tornará mais fácil e você poderá se der bem futuramente, pense bem nisso porque o que está em jogo é o seu futuro e o de mais ninguem.
Meus errinhos
Meus errinhos
A poesia Os meus errinhos de Pedro Bandeira nos faz refletir
sobre nossa postura diante de nossas crianças.
Está bem, eu confesso que errei.
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.
Só o que eu peço é que saibam que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra,
como é que eu vou aprender.
Como se faz pra acertar?
Pais, professores, adultos
também já erraram à vontade,
já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
surgiu só nesta geração?
Vocês, que errando aprenderam,
ouçam o que eu tenho a falar:
Se até hoje cometem seus erros,
só as crianças não podem errar?
Concordem, eu estou aprendendo.
Comparem meus erros com os seus.
Se já cometeram os seus erros,
deixem-me agora com os meus!
Mais respeito, Eu sou criança!
Os meus errinhos Pedro Bandeira Ed. Moderna p. 17
A reportagem abaixo foi retirada da Revista Nova Escola,
pois a achei interessantíssima ao abordar o tema.
Você aplica uma prova, estabelece critérios para a correção,
soma o valor de cada questão, atribui uma nota final,
comunica o resultado à turma e... O que vem depois? Se
a opção for seguir adiante com novos conteúdos, a avaliação
não terá cumprido boa parte de seu papel. A riqueza de
informações obtidas com base nas provas permite ao professor
entender em que estágio de desenvolvimento o grupo se encontra.
Para os estudantes, é um bom momento para rever os erros
e avançar naquilo que ainda não foi, de fato, aprendido.
"Faz toda a diferença analisar as dimensões dos equívocos.
Isso auxilia na indicação daquilo em que cada um precisa evoluir
e como trabalhar para alcançar melhoras", explica
Jussara Hoffmann, consultora de avaliação e professora
aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Para aproveitar essa oportunidade ao máximo,
o primeiro passo é organizar as informações
a serem interpretadas. Anote num diário
os dados sobre o desempenho de cada aluno,
tomando o cuidado de dividir os erros por categorias.
Ao fazer isso, você conseguirá um panorama dos problemas
mais recorrentes.
Já é possível começar a planejar a ação.
A poesia Os meus errinhos de Pedro Bandeira nos faz refletir
sobre nossa postura diante de nossas crianças.
Está bem, eu confesso que errei.
Eu errei, está bem, me dê zero!
Me dê bronca, castigo, conselho.
Mas eu tenho o direito de errar.
Só o que eu peço é que saibam que eu necessito errar.
Se eu não errar vez por outra,
como é que eu vou aprender.
Como se faz pra acertar?
Pais, professores, adultos
também já erraram à vontade,
já fizeram sujeira e borrão.
Ou vai dizer que a borracha
surgiu só nesta geração?
Vocês, que errando aprenderam,
ouçam o que eu tenho a falar:
Se até hoje cometem seus erros,
só as crianças não podem errar?
Concordem, eu estou aprendendo.
Comparem meus erros com os seus.
Se já cometeram os seus erros,
deixem-me agora com os meus!
Mais respeito, Eu sou criança!
Os meus errinhos Pedro Bandeira Ed. Moderna p. 17
A reportagem abaixo foi retirada da Revista Nova Escola,
pois a achei interessantíssima ao abordar o tema.
Você aplica uma prova, estabelece critérios para a correção,
soma o valor de cada questão, atribui uma nota final,
comunica o resultado à turma e... O que vem depois? Se
a opção for seguir adiante com novos conteúdos, a avaliação
não terá cumprido boa parte de seu papel. A riqueza de
informações obtidas com base nas provas permite ao professor
entender em que estágio de desenvolvimento o grupo se encontra.
Para os estudantes, é um bom momento para rever os erros
e avançar naquilo que ainda não foi, de fato, aprendido.
"Faz toda a diferença analisar as dimensões dos equívocos.
Isso auxilia na indicação daquilo em que cada um precisa evoluir
e como trabalhar para alcançar melhoras", explica
Jussara Hoffmann, consultora de avaliação e professora
aposentada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Para aproveitar essa oportunidade ao máximo,
o primeiro passo é organizar as informações
a serem interpretadas. Anote num diário
os dados sobre o desempenho de cada aluno,
tomando o cuidado de dividir os erros por categorias.
Ao fazer isso, você conseguirá um panorama dos problemas
mais recorrentes.
Já é possível começar a planejar a ação.
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